quarta-feira, 16 de maio de 2012

Lenda do Pirarucu

Pirarucu é um peixe da região amazônica que pode alcançar cerca de 2 m de comprimento. Sua carne é bastante utilizada em pratos típicos, o que faz com que o pirarucu seja bastante conhecido na região.


Para explicar a origem do pirarucu os índios contam que antes de ser um peixe Pirarucu era um jovem índio guerreiro, valente, orgulhoso, vaidoso, injusto e que gostava de praticar maldade ao contrario de seu pai que era um bom homem.

Um dia durante a ausência de seu pai que visitava algumas tribos vizinhas, Pirarucu aproveitou a ocasião para fazer de refém os índios  da própria aldeia e executa-los sem motivo algum.

Foi então que Tupã, Deus dos deuses resolveu castiga-lo com uma forte tempestade que caiu dos céus sobre a floresta. Em seguida com sua arrogância Pirarucu começou a debochar de Tupã. Foi então que começaram a cair raios perto do índio que em seguida tentou fugir, mas não conseguiu, vencido pela força do vento caiu ao chão e um raio partiu uma árvore muito grande que caiu sobre sua cabeça, achatando-a totalmente. Ainda vivo o jovem guerreiro teve o corpo carregado facilmente pela enxurrada para as profundezas do rio, porém Tupã achou que a morte sera pouco para Pirarucu e não satisfeito resolveu castigar o jovem guerreiro transformando-o em um peixe avermelhado de grandes escama e de cabeça chata.


domingo, 13 de maio de 2012

Lenda da Vitória Régia

Há lenda da vitória régia conta que a Lua era um deus chamado pelos índios de Jaci, dizia-se que com ao chegar da noite, Jaci namorava as mais lindas jovens índias da aldeia e todas as vezes que ela se escondia atrás das montanhas, levava consigo uma moça e a transformava em uma estrela no céu.



Uma índia chamada Naiá, ao contemplar a lua que brilhava no céu apaixona-se por ela. Assim, nasceu na índia, um forte desejo de torna-se também uma estrela. Todas as noites, Naiá saia da maloca para contemplar a lua e suplicar para que Jaci a levasse consigo e a transformasse em uma bela estrela.



Muitas noites se passaram sem que a índia conseguisse realizar seu sonho, até que un dia adoeceu, triste com a indiferença de Jeci, porém o desejo de realizar seu sonho era maior. Em um determinada noite Naiá, muito debilitada correu desesperadamente na tentativa de alcançar a lua, durante o percurso Naiá tropeçou na mata e acabou desmaiando, quando acordou Naiá viu o reflexo da lua nas águas do igarapé, sem exitar mergulhou na água e acabou se afogando. 


Mas Jaci sensibilizado com o esforço de Naiá, transformou-a na grande flor do Amazonas, a Vitória Régia, que só abre suas pétalas ao luar, assim, a jovem índia Naiá tornou-se a estrela dos lagos.


sábado, 12 de maio de 2012

Lenda do Mapinguari

O Mapinguari é uma espécie de monstro lendário que vive na Amazônia. Segundo os caboclos o mostro lembra muito um grande macaco pois, possui uma longa pelagem escura. Seu couro assemelha-se a do jacaré, possui garras, um único olho na testa, uma armadura feita do casco da tartaruga, uma grande boca no lugar do umbigo e um odor insuportável que ele exala na mata, além de possuir aproximadamente dois metros de altura.

Segundo a Lenda, o Mapinguari emite gritos semelhantes ao grito dado pelos caçadores, e se alguém responder, ele logo vai ao encontro do desavisado que acaba sendo devorado pela imensa boca do mapinguari.

Durante a perseguição, ao contrario de outros animais da floresta que casam suas presas de forma silenciosa e cautelosa o Mapinguari persegue sua vitima gritando, quebrando galhos e derrubando árvores, deixando um rastro de destruição e criando uma sensação de terror a vitima que tenta de forma desesperada fugir do destino terrível.

Recentemente o biólogo David Oren, gerente científico da Nature Conservancy do Brasil, relatou em artigo publicado na revista do Grupo de Especialistas na Ordem Edentata (preguiças, tatus e tamanduás) da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que o mapinguari pode ser na verdade os últimos representantes de preguiças-gigantes um mamífero pré-histórico, de mais de 12 mil anos e que talvez ainda exista na Amazônia brasileira.

Outros acreditam na origem do monstro num velho pajé amaldiçoado e condenado a viver para sempre vagando pelas selvas e nessa forma aterrorizante. Outros, ainda, justificam sua origem em índios com idade avançada e que foram desprezados por suas tribos passando a viver isoladamente na floresta.

Lenda da Iara

A lenda da Iara é de origem indígena popular da Amazônia, também conhecida como "mãe d'água", Iara é uma linda sereia de pele morena, cabelos longos, olhos castanhos que vive no rio Amazonas.

Segundo a lenda, Iara era uma jovem indígena muito conhecida nas tribos das margens do rio Solimões por se considerada uma excelente índia guerreira.
Os irmãos de Iara sentiam muita inveja dela, pois o pai a elogiava muito pelo fato de Iara exercer a função de guerreira melhor que os irmãos, lhes causando certo constrangimento, pois não era comum nas tribos dessa região uma mulher exercer a função de guerreira, pois, essa profissão era normalmente um cargo exclusivo dos homens.
Certo dia, Iara ouviu os irmãos planejarem sua morte, porém, ela resolveu matar os irmãos antes que esses executassem o plano. Após ter assassinato os irmãos, Iara fugiu para as matas com medo da reação do pai. Porém, o pai realizou uma busca implacável e conseguiu capturá-la. Como castigo pela morte dos irmãos, Iara foi jogada no encontro dos rios Negro e Solimões.

Durante a noite de lua cheia, os peixes que ali estavam a salvaram a índia Iara e a transformaram em uma linda sereia.
Nas pedras das encostas dos rios da Amazônia, Iara costuma atrair os homens com seu belo e irresistível canto e os afoga no fundo dos rios.

Os poucos que conseguem escapar acabam ficando loucos em função dos encantamentos da sereia. Neste caso, somente um ritual realizado por um pajé pode livrar o homem do feitiço.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Lenda do Monte Roraima


O Monte Roraima esta localizado ao sul da Venezuela, ao norte do Brasil e oeste da Guiana constituindo a tripla fronteira, uma região de de terreno montanhoso com centenas de outras montanhas e montes chamados de Tepuis.

A lenda surgiu na tribo dos índios Macuxi que ali habitavam. Segundo os índios, antigamente no local onde hoje existe o Monte Roraima, existiam apenas terras baixas e alagadiças, cheias de igapó sem nenhum tipo de elevação naquelas terras.
As tribos que viviam naquela área não precisavam disputar comida, pois a caça e a pesca e outros frutos eram abundantes.
Em um determinado dia surgiu em um local uma bananeira, uma arvore que não era típica da região e que os índios Macuxi nunca tinham visto. De forma impressionante a arvore cresceu rapidamente e deu belos frutos.

Porém um recado divino foi dado aos pajés e estes logo avisaram a todos da tribo que jamais poderiam tocar ou comer os frutos da bananeira pois aquele era um ser sagrado e que caso isso acontecesse inúmeras desgraças aconteceriam ao povo daquela terra.
Todos passaram a temer e a respeitar as ordens dos pajés. Porém, ao amanhecer de um certo dia, a tribo percebeu que um cacho da bananeira havia sido decepado e em instantes vieram as consequencias da desobediencia.
A terra começou a tremer, trovões e relâmpagos rasgavam o céu deixando todos assustados. Os animais fugiram e começou a despencar muita chuva.


Em seguida do centro daquelas terras alagadas surgiu o Monte Roraima, elevando-se imponente até o céu.

É por tudo isso que, até os dias de hoje, acredita-se que o monte Roraima chora quando de suas pedras saem pequenas gotas de água.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Lenda da Cobra Grande

De origem ameríndia, a lenda da Cobra Grande ou também chamada de Boiúna, Cobra Norato ou Mãe Grande fala de uma imensa cobra de tamanho descomunal, que habitar a parte profunda dos rios e lagos e que tem corpo e olhos luminosos além de poder assumir outras formar para enganar o caboclo.




A lenda é bastante conhecida entre as populações ribeirinhas da Amazônia que afirma que ao se rastejar pela terra firme, os sulcos que a cobra deixa se transformam nos igarapés e rios.




Existem diversas versões locais desta lenda. Nos Rios Solimões e Negro, por exemplo, a Cobra Grande nasce do cruzamento de mulher com uma assombração (visagem) ou de um ovo de mutum.
Outra versão da região do Rio Solimões conta que a filha de um pajé foi seduzida por um forasteiro e deu à luz gêmeos: José e Maria. No entanto quando nasceram, o velho pajé matou sua filha e atirou as duas crianças na água. José morreu, mas Maria recebeu a proteção de Iara que a transformou em uma enorme serpente com olhos de fogo, a Cobra Maria derruba barrancos, afunda canoas e encalha navios.


No Rio Tocantins, conta-se que uma índia engravidou da Boiúna e teve duas crianças: uma menina chamada Maria e um menino chamado de Honorato. Para que ninguém soubesse da gravidez, a jovem jogou as crianças no rio na tentativa de mata-los. Porém as duas crianças sobreviveram e nas águas dos rios se criaram como cobras gigantes. Desde a infância os dois irmãos já demonstravam uma grande diferença de personalidade. Maria fazia de tudo para prejudicar os pescadores e ribeirinhos, afundando os barcos para que seus tripulantes morressem afogados.


Ao contrario da irmã Honorato sempre que sabia que ela ia atacar algum barco, tentava salvar a tripulação. As tentativas de impedir as maldades de Maria fez com que uma rivalidade surgisse entre os irmãos. Até que um dia os dois travaram uma briga mortal onde Maria foi derrotada. Assim, as águas da Amazônia e seus habitantes finalmente ficaram livres da maldade de Maria. Honorato, entendendo que já havia cumprido sua missão, desejava voltar para sua forma humana. Para isso, precisava que alguém tivesse a coragem de derramar “leite de peito” em sua boca em uma noite de luar. Feito isso, essa pessoa destemida ainda teria que provocar um sangramento na cabeça gigantesca de Honorato para que a transformação pudesse se completar. Porém ninguém tinha coragem, até que um dia um soldado do município de Cametá, no estado do Pará, conseguiu libertar Honorato do terrível encanto, deixando de ser cobra d’água para viver na terra com sua família.
Em Roraima a lenda diz que uma linda índia, princesa da tribo, ao apaixonar-se pelo Rio Branco, foi transformada numa imensa cobra chamada Boiúna pelo enciumado Muiraquitã. A Boiúna é tida na região como protetora daquele rio, ajudando os pescadores e punindo os predadores de suas águas.




No Acre, a entidade mítica transforma-se numa linda moça, que aparece nas festas de São João para seduzir os rapazes desavisados, como se fosse a versão feminina da lenda do boto cor de rosa.
O mito da Cobra Grande também se manifesta nas crenças das populações urbanas. Diz-se que algumas cidades supostamente estão localizadas sobre a morada da Cobra Grande, como Santana-AP e Parintins-AM por exemplo.
Em Belém, acredita-se que existe uma cobra grande adormecida embaixo da cidade, sendo que sua cabeça estaria sob o altar-mor da Basílica de Nazaré e o final da cauda debaixo da Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Os mais antigos dizem que se algum dia a cobra acordar ou mesmo tentar se mexer, a cidade toda poderá desabar. Por isso, em 1970 quando houve um tremor de terra na capital paraense falava-se que era a tal cobra que havia apenas se mexido.
Existem de fato cobras de tamanho grande na região amazônica, que habitam as águas dos rios e lagos, onde nadam e mergulham. São chamadas de Boiaçu, Sucuri, Sucuriju ou Anaconda. Pesam em geral 150kg e medem de cinco a sete metros, mas existem descrições de exemplares com mais de 11m.


sábado, 21 de abril de 2012

Lenda do Lago Parime

Lago Parime é um lendário lago localizado na América do Sul supostamente localizado em frente a cidade de Manoa ou mais porpulaente conhecida como do El Dorado, uma cidade de prédios e telhados dourados, habitada por um indígena que se cobria de ouro em pó.



No lago eram realizados os rituais religiosos da cidade do Eldorado, onde os índios construíam uma grande balsa e a carregavam com ouro e esmeralda e depois cercavam toda lagoa e iluminavam toda sua circunferência.
O rei da tribo untado com uma liga pegajosa, e depois coberto com ouro em pó seguia em pé na balsa acompanhado dos quatro mais importantes caciques enfeitados de plumas, coroas, braceletes, adereços de nariz e orelhas de ouro.
O índio dourado fazia sua oferenda lançando no meio da lagoa todo o ouro e as esmeraldas que foram carregadas na balsa. Por esse motivo os aventureiros se interessaram por esse lago, que durante séculos de tradição, recebeu ouro e esmeraldas jogados como forma de oferenda. Em 1801, Alexander Von Hulboldt mencionou em seus relatos, que se a lenda fosse verdadeira, poderia conter centenas de milhões de libras em ouro, alimentando ainda mais a imaginação dos caçadores de tesouros.

A historia do rei que se cobria de ouro ganhou força quando em 1969, três camponeses encontraran dentro de um vaso de cerâmica uma Balsa de ouro. Hoje a peça encontra-se no Museu do Ouro de Bogotá, conhecida como "Balsa de El Dorado".
A Balsa de El Dorado, no Museu do
Ouro de Bogotá (arte muísca, 1200-1500 d.C.)

A principio não existia uma descrição fisica da cidade o que aumentou as especulações de como seria a cidade dourada. A ausência de descrição permitiu ao imaginário criar uma cidade descrita como desenvolvidade e civilizada aos moldes europeus.
A primeira representação do Lago Parime e da cidade do Eldorado sugiram na obra Travels, de Levinus Hulsius em 1599. Trata-se de um mapa onde aparece um grande lago com a inscrição The lake of Manoa, com um total de 33 afluentes e ilhas de variados tamanhos. Na representação a cidade do Eldorado é situada na esquerda do lago com diversas torres e portões lembrando um castelo medieval e comparada com outras cidades do mapa o seu tamanho é muito destacado.
Mapa Desenhado por
Thomas Hariot em 1595

Na mesma obra em que foi publicado esse mapa, surge outra representação desta cidade fantástica. De autor anônimo, a ilustração acabou recebendo a denominação Manoa old Dorado. Na ilustração a cidade é situada acima de uma grande lagoa descrita como Lacus Salsus Parime, onde navegam dois grandes barcos a vela. Na margem esquerda do lago, diversas pessoas transportam mercadorias, canoas e carroças.


Manoa old Dorado

O primeiro obstáculo na obstinada procura do lago dourado era a sua localização exata, o lago foi procurado por vários exploradores tais com Walter Raleigh e Alexander von Humboldt. Segundo as tradições colombianas o verdadeiro lago seria o lago Guatavita. Este chegou a ser parcialmente drenado por vários aventureiros. Dezenas de outros lugares da América do Sul passaram a ser indicados como possíveis localizações.

Lagoa de Guatavita
Durante o século XVII até o início do século XIX o lago passou a ser impresso em diversos mapas.
Mapas com Supostas
Localizações do Lago Parime
Segundo o pesquisador Roland Stevenson o Lago Parime estar em algum ponto ao sul da Guiana conforme descreve em seu livro Uma Luz Nos Mistérios Amazônicos.

Capa do livro
Uma Luz nos Mistérios Amazônicos

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Lenda do Boto Cor de Rosa


A lenda do “Boto cor de Rosa” é mais uma crença que o povo ribeirinho da Amazônia costuma difundir. Ainda hoje a lenda é muito popular na região e faz parte do folclore amazônico e brasileiro.



Esta lenda tem sua origem no boto cor de rosa também chamado pelos indígenas de “uiara”, um mamífero muito semelhante ao golfinho, que habita os rios da Amazônia, e também pode ser encontrado em países como Bolívia, Equador, Colômbia e Venezuela. Dizem que ele é o deus dos rios e protetor dos peixes.


Existem dois tipos de boto, o cor de rosa e o tucuxi, mas os botos cor de rosa têm uma peculiaridade pois, adoram festas.




Quando uma moça encontrava um novo namorado nas festas de juninas deveria tomar muito cuidado.
Durante as festas juninas são comemorados os aniversários de São João, Santo Antonio e São Pedro, nesses festejos a população ribeirinha da região amazônica celebra estas festas dançando quadrilha, soltando fogos de artifício, fazendo fogueiras e degustando alimentos típicos da região.




Diz a lenda, que nestas noites de festas, o boto sai do rio transforma-se em um jovem elegante e bonito, bom dançarino, bem vestido usando chapéu roupa social rança e sapato branco e sai a procura de companhia.



O chapéu é utilizado para ocultar um grande orifício no alto da cabeça (feito para o boto respirar) pois, a transformação em ser humano não é completa. É normal que em festas juninas quando um rapaz desconhecido usando chapéu aparece nas festas, as pessoas lhe pedem para que ele retire o chapéu no intuito de se certificarem de que não é o boto que ali está.



Com seu jeito galanteador e falante este desconhecido e atraente rapaz (o boto), conquista com facilidade, o coração da jovem mais bela e desacompanhada que cruzar o seu caminho.

Em seguida ele a convida para dançar, seduzindo-a e guiando-a até ao fundo do rio, onde, por vezes, a engravida.

Antes de amanhecer o rapaz se transforma em boto novamente pois, precisa voltar para o rio. O rapaz abandona a moça na beira do rio para que ela não o veja na forma de boto.
Por isso esses motivos as jovens eram alertadas por mulheres mais velhas para terem cuidado com homens muito bonitos e galanteadores durante os dias de festas, com intuito de evitar a sedução infalível do boto.
Muitas meninas do interior que engravidam fora do casamento, ou não conhecem o pai ou até mesmo chegaram a engravidar do próprio pai, se aproveitam da lenda e atribuem sua gravidez ao boto. Ainda nos dias de hoje, costuma-se dizer que uma criança é filha do boto, quando não se sabe quem o seu pai.
O boto também é conhecido por ser uma espécie de protetor e salvar as mulheres, cujas embarcações naufragam. Muitas pessoas dizem que, em tais situações, o boto aparece empurrando as mulheres para as margens do rio evitando o seu afogamento.
Ao que se sabe nos dias de hoje os botos são seres muito dóceis e brincalhões. Em alguns lugares da Amazônia como na cidade de Novo Airão é possível interagir com os mesmo provando que tudo não passa de uma lenda.


domingo, 15 de abril de 2012

Operação Prato



A operação Prato foi a primeira operação secreta realizada pela Força Aérea Brasileir (FAB) que se tem noticia, cujo objetivo principal era verificar a existência de objetos voadores não identificados (OVNI) sobre o espaço aéreo brasileiro. A operação foi comanda pelo capitão Uyrangê Bolivar Soares Nogueira de Hollanda Lima, no ano de 1977.


As ocorrências que culminaram na execução da Operação Prato começaram na década de 70 nos estados do Ceará e Maranhão e depois se deslocaram para o norte do Brasil no estado do Pará intensificando-se na cidade Colares, localizada na foz do rio Amazonas na selva amazônica Paraense. 



Em 1977 estranhas e inexplicáveis manifestações relatadas pelos habitantes da cidade começaram a causar pânico coletivo na região. O posto médico da cidade havia realizado atendimentos a várias pessoas (principalmente mulheres) que alegaram serem vítimas de estranhas luzes do céu que queimavam. O fenômeno foi apelido pelas pessoas da região com o nome "chupa-chupa". 


Segundo o depoimento da população onde ocorreram tais incidentes, o ataque do “Chupa Chupa” se tratava de uma “luz inteligente” que arremessava sobre as vítimas, um filamento luminoso, pelo o qual ela “picava” a pele da pessoa para sugar sangue da vitima, deixando três pequenos furos. A vítima, após um ataque da “luz vampira” (como era também chamada) passava a sentir os sintomas da anemia.


A médica Wellaide Cecim, que tinha 22 anos e atendeu a maioria dos pacientes na época, diz que os feridos apresentavam paresia (amortecimento parcial do corpo), cefaleia, tonturas, tremor generalizado e queimaduras de primeiro grau, bem como marcas de pequenas perfurações.


O local da pele atingido pela luz era tratado clinicamente como se trata uma queimadura, porém não consistia em uma queimadura comum. Segundo a doutora Wellaide, uma queimadura normal só apresenta necrose da pele após 96 horas. Só que as queimaduras das vítimas das luzes apresentavam necrose da pele imediata, cinco minutos após o acontecido. Veja no vídeo o que ela diz:

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Depoimento da Dra. Wellaide
Programa Linha Direta

A história  do "Chupa Chupa" estava criando certa histeria entre os moradores. A população que era muito religiosa começou a buscar explicações religiosas atribuindo os ataques ao diabo, que estaria na terra para atacar os cristãos. Muitos grupos também se organizaram para fazer vigílias e fogueiras altas na tentativa de afugentar as misteriosas luzes.

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Depoimento de Vitimas e Testemunhas
Programa: Linha Direta


O Primeiro Comando Aéreo Regional da Aeronáutica (I Comar) recebeu um ofício da prefeitura de Colares da época, solicitando a presença da aeronáutica para verificar as ocorrências feitas pelos populares. A principio as autoridades acreditavam que tudo não passava de uma histeria em massa. No ápice do desespero coletivo quando não havia mais alternativa as autoridades políticas resolveram enviar uma equipe que investigasse aquelas ocorrências. O comandante do I COMAR (Comando Aéreo Regional), brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira criou então uma junta investigativa secreta comandada pelo capitão Hollanda.

Com uma equipe formada por mais de duas dezenas de militares a missão Prato tinha por objetivo investigar e registrar, de todas as formas possíveis, as estranhas e inexplicáveis manifestações relatadas pelos habitantes da cidade de Colares. Para desmistificar o fenômeno, o capitão Hollanda, junto com sua equipe, foi designado para colher depoimentos durante o dia e ficar de guarda à noite munido de máquinas fotográficas, filmadoras e gravadores.

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Depoimento de Hollanda sobre sua participação na operação Prato
Fonte: Youtube


Hollanda intitulou aquela manobra militar de Operação Prato, conforme declarou em entrevista a revista UFO, edições nºs 56 e 57, de 1997, acessível em: http://www.infa.com.br/operacao_prato01.html.
Veja abaixo um trecho da entrevista:
REVISTA UFO - De onde veio a idéia de a operação se chamar Prato?
HOLLANDA - Essa idéia foi minha. Dei esse nome porque o Brasil é o único país no mundo que chama UFO de disco voador. Em francês é soucoupe volante, que significa pires. Os portugueses o chamam de prato voador. Na Espanha é platillo volador, e platillo é prato também. Enfim, até em russo se fala prato, nunca disco, como se faz no Brasil! E como nas Forças Armadas a gente nomeia algumas operações com uma espécie de código, esse caso não podia ser exceção, ainda que não pudesse ser identificado o objetivo da operação. Por exemplo, não poderíamos chamá-la de Operação Disco Voador. Por isso, ficou Operação Prato.
Sem saber o que encontrar durante a investigação, os militares montaram uma base de operações na Praia do Humaitá em pontos estratégicos. Enquanto esteve na cidade, a equipe de Militares conseguiu restabelecer a ordem e evitar o pânico maior do que ja estava intalado. Em várias ocasiões os militares apresentaram palestras sobre temas relacionados à exploração espacial e instruíam a população a não atirar fogos de artifício ou qualquer outro tipo de objeto contra tais luzes, pois, elas não estariam ali para fazer mal.
O Capitão Holanda chegou a Colares posteriormente a equipe da FAB que já estava em um acampamento base na região. Antes de Hollanda chegar a cidade a equipe ja havia presenciados alguns fenômenos. Assim que chegou o Capitão se apresentou ao Prefeito local, ao padre Alfredo de Lá O, e à Diretora da Unidade de Saúde, Dra. Wellaide que lhe contaram o fatos ocorridos e mostraram o centro médico da cidade que não parava de receber vítimas do "chupa-chupa".
A operação durou pouco mais de quatro meses e nos dois primeiros, os casos de avistamento por parte dos militares eram raros, em geral envolvendo luzes à distância que não podiam ser explicadas a por fenômenos naturais, aeronaves convencionais, satélites ou corpos celestes.


Foto Feitas na Operação Prato

A maioria das atividades dos militares concentrou-se em documentar o fenômeno e seus efeitos sobre a população, geralmente quando ocorriam estes eventos, no relatório era citada sua provável origem.

Relatorios da Operação Prato

 
Quando o fenômeno observado era de fato não identificado, era descrito minuciosamente no relatório que era acompanhado de um croqui feito sobre mapa da região, indicando trajetória e outros detalhes importantes. Alguns destes croquis já estão ao público.
Os croquis eram feitos pelo sargento João Flávio de Freitas Costa que desempenhava múltiplas funções, entre elas as de fotógrafo e desenhista. O sargento foi autor de todas as ilustrações da Operação Prato – sobretudo, algumas que incluem seres e naves.

Croquis  Feitos na Operação Prato
Nessa fase inicial da Operação, os casos de avistamento eram raros, porém o cenário iria se modificar radicalmente!
O primeiro avistamento significativo do capitão Hollanda ocorreu em princípios de novembro de 1977. A equipe estava investigando ocorrências na Baía do Sol, onde montaram um acampamento temporário. Até esse momento, Hollanda era cético em relação aos fatos envolvendo o chupa-chupa, apesar de ter uma noção muito clara da existencia de OVINI's ele não acreditava que os estranhos fenomenos ocorridos em Colares tivesse qualquer tipo de relação com fenômenos extraterrestres. À noite uma luz intensa surgiu, vindo do norte, posicionou-se sobre o acampamento, circundou-o e desapareceu no horizonte. A partir deste evento, Hollanda reconheceu que algo muito sério estava ocorrendo na região. Veja o que eles diz em outro trecho da entrevista da revista UFO:
REVISTA UFO - Se esses depoimentos foram coletados desde o início da Operação Prato, quando foi que o senhor teve seu primeiro contato frente a frente com UFOS naquela região?
HOLLANDA - Foi bastante significativo. Certa noite, nossa equipe estava pesquisando na Ilha do Mosqueiro, num lugar chamado Baía de Sol (Editor: um balneário conhecido de Belém, bem próximo a Colares), pois havia informações de que lá estavam acontecendo coisas. E como estávamos investigando todo e qualquer indício de ocorrências ufológicas, fixamo-nos no local. Nesse período, os agentes que tinham mais tempo do que eu nessa operação - já que "peguei o bonde andando" -, questionavam-me o tempo todo, após vermos algumas luzinhas, se eu já estava convencido da existência do fenômeno. Como eu ainda estava indeciso, diziam-me: ''Mas capitão, o senhor ainda não acredita?". Eu respondia que não, que precisava de mais provas para crer que aquelas coisas eram discos voadores. Eu não tinha visto, até então, nave alguma. Somente luzes, muitas e variadas. E não estava satisfeito ainda.
REVISTA UFO - Eles deram início à operação antes e tinham visto mais coisas? Mas e aí o que aconteceu?
HOLLANDA - Eles avistaram mais coisas e acreditavam mais do que eu. E me pressionavam: "Como pode você não acreditar?". Um desses agentes era o suboficial Flávio (João Flávio de Freitas Costa, já falecido), que até brincava comigo dizendo que eu era cético enquanto uma dessas coisas não viesse parar em cima de minha cabeça. "Quando isso acontecer e uma nave acender sua luz sobre o senhor, aí eu quero ver", dizia ele, sempre gozando de meu descrédito. E eu retrucava que era isso mesmo: tinha que ser uma nave grande, bem visível, se não, não levaria em conta. E para que fui dizer isso naquela noite? Acabávamos de fazer essas brincadeiras quando, de repente, algo inesperado aconteceu. Apareceu uma luz, vinda do norte, em nossa direção, e se aproximou. Aí ela se deteve por uns instantes, fez um círculo em torno de onde estávamos e depois foi embora. Era impressionante: a prova cabal que eu não podia mais contestar. Eu pedi e ali estava ela! Foi então que levei uma gozada da turma. "E agora?", os soldados me diziam...

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Simulação do Primeiro Avistamento do Capitão Hollanda
Programa Linha Direta

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Depoimento de Hollanda sobre seu primeiro avistamento
Fonte: Youtube

Após esse avistamento espantoso vários outros objetos voadores de maiores dimensões e periféricos menores foram presenciados com maior frequência pelos militares. Em entrevista o coronel contou que chegaram a avistar pelo menos nove formas de UFOs conseguindo até classificadas. Tal diversidade se dava tanto quanto aos formatos anatômicos, manobras e dimensões.
REVISTA UFO - Quanto à forma, qual era o padrão mais comum que esses objetos apresentavam?

HOLLANDA - No início da Operação Prato vimos o que todo mundo falava: sondas e luzes piscando. Inclusive, tinha um padre americano, chamado Alfredo de La Ó, falecido, que nos dava descrições de sondas e objetos nesse formato. Ele era pároco em Colares e falava de uma sonda que tinha visto várias vezes. Segundo Alfredo, ela era mais ou menos do tamanho de um tambor de óleo de 200 litros. Essa sonda apresentava um vôo irregular, não era uma trajetória segura. Voava como se tivesse balançando, e emitia uma luz. Às vezes andava junto a outras, que vinham e iam de um ponto a outro. Um dia, ela, aproximou por cima de nós.

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Depoimento de Hollanda sobre o formato das aéronaves
Fonte: Youtube

Embora a operação prato estivesse atingindo os objetivos e até mesmo interagindo com o Fenômeno “Chupa-chupa”, Inexplicavelmente O comando da Aeronáutica oficializou o término da operação após quatro meses de atividades. Porém, o capitão, disse que tentaria investigar ainda por conta própria. As luzes continuaram a ser vistas em Colares por algum tempo, porém não com a mesma intensidade, e os casos de ferimentos não foram mais registrados.
O capitão Hollanda inconformado com o termino da operação começa a fazer investigações por conta própria e acaba se envolvendo de forma pessoal. Segundo o próprio Hollanda ele a ter contato com fenômenos paranormais. Em uma determinada noite, adentrou em seu quarto um forte clarão, seguido de um estalido, iluminando tudo. Em seguida algum ser extra terrestre abraçando-o, com outro ao seu lado, este com 1,5 m, vestido com uma roupa parecida à usada por mergulhadores, além de uma máscara ou touca. Em seguida, ouviu-se outro estilóide e tudo desapareceu. Sua esposa estava presente, mas não percebeu nada, continuou dormindo. Hollanda não se lembrava do lapso de tempo, mas depois desse acontecimento seu braço esquerdo apresentava coceira e manchas avermelhadas, além de algo pontiagudo sob a pele.

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Avistamento de Hollanda em sua casa
Programa: Aquivos Extraterrestre

Em 1997 a exatamente 20 anos, Hollanda que já estava aposentado do serviço militar resolve traze a publico toda a verdade sobre a operação prato, ele da uma entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo e também a revista UFO. As autoridades brasileiras mantiveram-se caladas e não declararam nada a respeito.

Revista UFO edições nºs 56 e 57, de 1997

Porém as declarações de Hollanda pareciam ter sido completamente ignoradas. Nem mesmo a sociedade brasileira, os jornalistas mais intelectualizados e os grandes veículos da imprensa atentaram a entender a grandiosidade do que estava sendo tornado público.
Bolívar Hollanda Lima foi encontrado morto em sua casa na Região dos Lagos no Rio de Janeiro dois meses após sua entrevista ser dada. A morte de Holanda deu horigem para uma serie de teorias de que o capitão não teria cometido suicidio e sim teria sido assacinado por ter trazido as informações cigilosas a publico. Outros ainda dizem que o então coronel não teria morrido (mas sim, trocado de identidade e mudado para fora do país) e que a Operação Prato tratar-se-ia de uma fraude para encobrir testes militares secretos.

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Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima, mesmo sendo um personagem pouco conhecido da maioria das pessoas, contribuiu imensamente para a Ufologia ao ter coragem de quebrar o silêncio e trazer a púbico revelações da operação prato. Tais revelações garantiram um tratamento mais sério para o assunto.


Os relatórios da FAB não deixam dúvidas: os oficiais do I Comando Aéreo Regional (Comar), em Belém, designados para a operação, que ocorreu nos quatro últimos meses de 1977, afirmam ter presenciado UFOs cruzando o céu da Amazônia. Entre os materiais da Operação Prato constam cerca de duas mil páginas de relatórios, 500 fotografias e 16 horas de filmagem documentadas, apenas 200 páginas e 100 fotos tornaram-se públicas.


Referencias:


http://www.viafanzine.jor.br/site_vf/ufovia/prato.htm

http://arquivoconfidencial.blogspot.com.br/2006/09/ufos-na-amaznia-e-operao-prato.html

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http://www.cubbrasil.net/index.php?option=com_content&task=view&id=118&Itemid=83